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Marketing de Relacionamento:
Oportunidade para Desenvolvimento e Crescimento
Contínuo no Setor Financeiro
Autores:
Miriam Bretzke, Áurea Helena Ribeiro e
Yeda Dourado Artigo submetido e premiado na Balas
Conference The University of Texas - Pan American
em 1998, que premia a produção acadêmica.
Foi apresentado o case do Unibanco, finalista
do ECHO AWARDS da DMA Direct Marketing Association,
pois é um dos únicos casos que utilizam
o conceito de modelos de relacionamento a longo
prazo mensurados tecnicamente. |
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| Introdução
Este artigo tem como
objetivo realizar uma reflexão sobre a
implementação do conceito de Marketing
de Relacionamento como estratégia para
crescimento e desenvolvimento de negócios
no setor financeiro no Brasil. Este setor tem
enfrentado grandes desafios desde o início
do Plano Real em 1994, tendo buscado alternativas
para manter seus níveis de lucratividade
e ao mesmo tempo criar soluções
criativas para as diversas necessidades dos clientes
diante das constantes alterações
do cenário econômico do país.
A nova ordem restringe às instituições
financeiras a obtenção de receitas
advindas de artifícios próprios
de uma economia inflacionária.
Com o objetivo de superar
os novos desafios de mercado, as instituições
financeiras têm direcionado suas ações
principalmente em três direções:
(1) introdução de produtos e serviços
inovadores no portfolio ofertado, visando atrair
novos clientes e reter os clientes atuais; (2)
administração da carteira de clientes
com o objetivo de incrementar as receitas; (3)
reestruturação interna por meio
de revisão de processos e implantação
de suporte tecnológico, visando melhor
atendimento ao cliente e custos menores.
Observando-se o direcionamento
das ações gerenciais do setor, percebe-se
que a prática do Marketing de Relacionamento
torna-se possível e fundamental para enfrentar
os novos desafios, principalmente por dois motivos:
(1) o serviço prestado por uma instituição
financeira implica relacionamento prolongado que
permite um alto grau de interação
empresa-cliente - entretanto, geralmente, as organizações
não estão estruturadas para acrescentar
valor continuamente para seus clientes a partir
destas interações; (2) As barreiras
de mudança de fornecedor do serviço
são baixas - um cliente pode mudar facilmente
de fornecedor caso esteja insatisfeito.
Justificam-se portanto, reflexões
acadêmicas neste mercado, com o objetivo
de apoiar o setor na busca de alternativas produtivas
de comercialização e de relacionamento
com os clientes. |
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| O Conceito de Marketing
de Relacionamento Nesse
contexto ambiental, surge a oportunidade para
a prática da estratégia de Marketing
de Relacionamento que consiste na introdução
de um novo paradigma para as relações
de troca no mercado. O Marketing de Relacionamento
enfatiza principalmente a necessidade de um relacionamento
a longo prazo com o mercado, em detrimento das
práticas de transações com
objetivos de curto prazo, buscando a fidelização
dos clientes.
Embora conceitos de parceria
e contratos de longo prazo já estejam sendo
praticados há bastante tempo principalmente
no mercado industrial, a terminologia Marketing
de Relacionamento surgiu com Berry, na literatura
de marketing de serviços, em 1983. O autor
reconhece a fidelização de clientes
como forma de alcançar maior competitividade
das empresas e maior satisfação
dos clientes. Berry definiu Marketing de Relacionamento
como a atração, a manutenção
e - em organizações multiserviços
- o realce (aumento) de relacionamentos com clientes.
Ele enfatizou que a atração de novos
clientes deveria ser vista apenas como um passo
intermediário no processo de marketing.
Solidificar relacionamentos, transformar clientes
indiferentes em leais e servi-los é que
deveria ser considerado marketing. (Berry:1995).
Muitos autores têm
buscado definir Marketing de Relacionamento. Por
algum tempo, O Marketing de Relacionamento foi
considerado uma abordagem que se referia somente
às relações entre comprador
e vendedor, por meio das quais uma organização
buscaria estabelecer, fortalecer e desenvolver
relações de longo prazo com clientes
potenciais e atuais (Vavra:1993, Holtz:1993, Berry:1995,
Levitt:1985, Palmer:1994, dentre outros). Evans
e Laskin (1994), por exemplo, definiram o Marketing
de Relacionamento como "um processo onde
a firma constrói alianças de longo
prazo tanto com clientes atuais e em perspectiva,
de forma que comprador e vendedor trabalham em
direção de um conjunto comum de
objetivos específicos". Segundo os
autores, para que estes objetivos sejam alcançados,
deve-se:
1. Compreender as necessidades
dos clientes;
2. Tratar os clientes como
parceiros;
3. Assegurar que os empregados
satisfaçam as necessidades dos consumidores;
4. Prover os consumidores
com a melhor qualidade possível às
necessidades individuais.
Entretanto, mais recentemente,
autores, tais como McKenna(1993), Morgan e Hunt
(1994 e 1995), Gummerson (1994), dentre outros,
alertaram para outros relacionamentos relevantes
para a oferta de valor aos clientes. Segundo esta
visão mais ampla, o Marketing de Relacionamento
deve considerar todos os relacionamentos que possam
influenciar na satisfação dos clientes,
tais como: relacionamentos com fornecedores (fornecedores
de bens e serviços), relacionamentos laterais
(concorrência, organizações
não lucrativas, governo) relacionamentos
internos (unidades de negócios, áreas
funcionais, empregados), e relacionamentos com
compradores (intermediários e consumidores
finais). Sendo assim, Hunt e Morgan (1995) definem:
"Marketing
de Relacionamento se refere a todas as atividades
dirigidas a estabelecer, desenvolver e manter
as trocas relacionais de sucesso".
Sheth (1994), de forma bastante
completa e concisa, apresenta a seguinte definição:
"Marketing
de relacionamento envolve a criação
e distribuição de valor através
da cooperação mútua e interdependência".
A lógica da adequação
da estratégia de Marketing de Relacionamento
em ambientes de grande turbulência como
meio de buscar a fidelidade dos clientes, está
na disposição das empresas em aprender
de forma contínua de seus clientes e realçar
o relacionamento com a oferta crescente de valor
com base neste conhecimento (Day:1994). A aproximação
do Marketing de Relacionamento com o Marketing
de Serviço deve-se ao fato de que o relacionamento
é um serviço prestado ao cliente
e a sua natureza interativa passa a ser a base
para a oferta contínua de valor superior.
McKenna presta uma contribuição
esclarecedora quando afirma que o Marketing de
Relacionamento deve se apoiar no conhecimento
e na experiência:
"O marketing
baseado no conhecimento exige da empresa uma escala
de conhecimento: da tecnologia pertinente, da
concorrência, de seus clientes, das novas
fontes de tecnologia que podem alterar o ambiente
competitivo e de sua própria organização,
recursos, planos e formas de fazer negócios".
"O marketing
baseado na experiência enfatiza a interatividade,
a conectividade e a criatividade. Com esta abordagem,
as empresas dedicam-se aos seus clientes, monitoram
constantemente seus concorrentes e desenvolvem
um sistema de análise de feedback que transforma
essa informação sobre o mercado
e a concorrência em uma nova e importante
informação sobre o produto".
O Marketing de Relacionamento
pressupõe, conforme sugerido por McKenna
(1993), a interatividade, a conectividade e a
criatividade, para que o cliente realmente possa
ser parte da estratégia da organização
no planejamento de produtos e serviços
de valor em um processo dinâmico e contínuo.
Ações de marketing não comprometidas
com o feedback de mercado não estão
alinhadas com a estratégia de Marketing
de Relacionamento. O feedback dos clientes desenvolve
a capacidade dos administradores de terem intimidade
com o mercado, a ponto de poderem prever as reações
destes diante das mudanças ambientais (Evans
e Laskin:1994).
No plano tático, o
Marketing de Relacionamento toma forma por meio
das parcerias que são estabelecidas com
clientes e com todos os agentes que influenciam
em sua satisfação, bem como por
meio dos programas de relacionamento sustentados
por bancos de dados de marketing (database marketing),
utilizando-se da comunicação direta
e interativa (malas diretas, telemarketing, computadores)
para acessar os clientes.
Segundo Ribeiro (1997), as
ações táticas da prática
do Marketing de Relacionamento sustentadas em
bancos de dados, permitem:
· Diálogo
com o cliente através dos meios
que se utilizam para o feedback, tais como: a
análise dos padrões de feedback
e dos históricos de compras; implantação
de hot lines - os sistemas de atendimento ao consumidor:
análise das cartas dos clientes; pesquisas
formais e informais.
· O
aprofundamento na base de clientes. Programas
de continuidade, de afinidade, de aumento de volume
de vendas, tais como: cross selling (venda cruzada)
ou up grade (intensificação do volume,
valor ou freqüência da compra).
· Trabalhar
nichos de mercado com eficiência e lucro.
Através das informações no
banco de dados é possível encontrar
nichos de mercado e viabilizar a atuação
nestes nichos, vencendo a barreira do tamanho
do mercado e a perda de economia de escala.
· Maior
controle sobre o Canal de Distribuição.
Oferecendo melhores informações
sobre o público-alvo, permitindo melhorar
a adequação da oferta.
· O
marketing mais contabilizado. Trata-se
da capacidade de mensurabilidade do sistema e
da capacidade de controle das variáveis
que influenciam as respostas. |
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| Os benefícios
do Marketing de Relacionamento É
comum o questionamento quanto aos benefícios
do Marketing de Relacionamento para a empresa.
Autores como Berry (1995, Evans e Laskin (1994),
Storbacka, Stanvik e Gronroos (1994), dentre outros,
afirmam os seguintes resultados positivos: (1)
maior qualidade de produtos e serviços;
(2) maior satisfação do cliente;
(3) lealdade do cliente e (4) maior lucratividade.
A maior qualidade de produtos
e serviços é alcançada através
do conhecimento do valor demandado pelo cliente.
A oferta de valor adequado leva à maior
satisfação e maior probabilidade
para a manutenção de um relacionamento
de longo prazo. A lealdade, por sua vez, leva
à maior lucratividade.
Berry (1995) destaca que
o impacto da lealdade sobre a lucratividade deve-se
não somente à geração
de maior receita por mais tempo, mas acontece
também porque a retenção
de clientes custa menos do que conquistar novos
clientes. O autor relata uma pesquisa realizada
por Reichheld e Sasser (1991), na qual os resultados
mostram que a redução da perda de
clientes em 10% dobrou a média de duração
do relacionamento do cliente com a empresa de
5 para 10 anos e mais que dobrou o valor presente
de lucros cumulativos de $135 para $300. Se a
taxa de perda de clientes declinasse para 15%,
a duração do relacionamento dobraria
novamente e os lucros aumentariam em 75% - de
$300 para $525.
Glazer (1991) destaca que
a lealdade dos clientes resultante de um relacionamento
permite uma base maior de conhecimento do cliente.
E, explorando-se esta base de conhecimento, é
possível alcançar maior lucratividade
devido à possibilidade de maiores receitas
com transações futuras, custos menores
das transações e até mesmo
da venda da informação. Segundo
o autor, as maiores receitas com transações
futuras resultam de:
· Aumento do
número de transações
· Habilidade
de vender unidades adicionais ou produtos complementares
· Habilidade
de praticar preços mais elevados
· Habilidade
de prover serviços customizados
Os custos reduzidos de transações
futuras, resultam por exemplo de:
· Programas
de comunicação mais eficientes
· Distribuição
mais eficiente: estoques, entregas etc.
Os benefícios do Marketing
de Relacionamento para o cliente consistem em:
(1) obtenção contínua ou
periódica de serviços que são
pessoalmente importantes e customizados às
suas necessidades; (2) redução do
risco da compra, por já conhecerem o fornecedor;
(3) oferta benefício social (status ) por
estarem recebendo um serviço personalizado;
(4) maior bem-estar e qualidade de vida, por facilitar
o processo decisório de compra, principalmente
quando se trata de situações tais
como, adquirir um produto ou serviço mais
complexo, que envolva o ego dos clientes ou riscos
financeiros (Berry:1995, Bitner :1995).
O relacionamento é
o fator-chave de sucesso para a diferenciação
da oferta no mercado, uma vez que a oferta de
valor só é possível por meio
do conhecimento adquirido. A estratégia
de Marketing de Relacionamento, portanto, possibilita
a oferta contínua de valor superior, trazendo
um grande potencial de benefícios tanto
para o fornecedor quanto para o cliente. |
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| Marketing de Relacionamento
em Instituição Financeira: O Caso
Unibanco Corporate O
Unibanco é uma das maiores instituições
financeiras brasileiras. Possui 450 agências,
um patrimônio de US$12 bilhões de
dólares e lucro líquido de 1,2 bilhões
de dólares. Dentre outras unidades de negócio,
possui a Divisão Unibanco Corporate, que
tem como clientes empresas com faturamento anual
superior a US$ 20 milhões de dólares.
Esta divisão pretendia aumentar o volume
de negócios e a receita, e para isso precisava
de uma estratégia de marketing inovadora
e que diferenciasse o Unibanco dos demais concorrentes.
Para atingir esse objetivo,
o Unibanco iniciou um projeto de Marketing de
Relacionamento. Pretendia com esta estratégia
estabelecer um envolvimento produtivo e que em
cada contato fosse possível oferecer mais
valor para os clientes, bem como reforçar
o posicionamento da divisão como um banco
corporativo que se importa com seus clientes e
provê serviço personalizado por meio
de especialistas que têm mais a oferecer
além de informação sobre
produtos financeiros. Antes de tudo, o Unibanco
seria um Banco que se importa com o sucesso do
negócio do cliente.
A partir deste conceito,
lançou três linhas de ações.
A primeira atividade, a Biblioteca Unibanco, um
conjunto de informações composto
de fitas de vídeo, livros e publicações
mensais, cujo objetivo era aumentar o reconhecimento
da instituição nos níveis
hierárquicos mais altos dos clientes corporativos,
tais como os Presidentes e Diretores Financeiros.
Esta ação visava também criar
um vínculo entre o banco e o cliente, a
partir da suposição de que passariam
a buscar, constantemente, informações
úteis para o seu negócio na Biblioteca
Unibanco.
A segunda linha de ação
visava aumentar as receitas junto aos clientes
atuais. Para isso, foi criado um software para
cada produto do Banco, chamado Simulador de Produtos,
através do qual o gerente de conta em suas
visitas podia mostrar os benefícios de
cada produto do Unibanco, simulando os resultados,
e ainda permitia comparações com
o desempenho de produtos das instituições
financeiras concorrentes.
O terceiro ponto do relacionamento
com os clientes foi o Sistema de Atendimento ao
Cliente (telemarketing), onde os clientes poderiam
pedir o material da Biblioteca Unibanco, tirar
dúvidas, dar sugestões e ainda agendar
visitas dos gerentes de contas. Este canal aberto
de comunicação também seria
utilizado para pesquisas de satisfação.
Todas as ações
foram suportadas por um banco de dados de marketing
com informações relevantes sobre
cada cliente, o que permitia oferecer os produtos
mais adequados às suas necessidades.
Fig. 1: A Estrutura da Estratégia
de Relacionamento Unibanco

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| O Detalhamento das
Ações a)
Biblioteca Unibanco
A Biblioteca
Unibanco foi oferecida para clientes
classificados como do tipo A e B. Esta classificação
foi feita em função do faturamento
e potencial de negócios de cada empresa.
As fases da campanha foram:
· No primeiro
mês, foram enviadas malas diretas para os
Diretores Financeiros das empresas oferecendo
uma fita de vídeo que versava sobre um
novo imposto brasileiro: o IPMF - Imposto Provisório
sobre Movimentação Financeira. Foram
feitos também anúncios nos principais
jornais do país.
· No segundo
mês foram oferecidas as Publicações
Econômicas Mensais para o Diretor Financeiro.
Os interessados também deveriam solicitar
as publicações por telefone.
· No sexto
mês, foi oferecido o livro Tom Peters Seminar
Book, tanto para o Diretor Financeiro quanto para
o Presidente da empresa, num pré-lançamento
mundial do livro.
· No nono mês,
o Diretor Financeiro e sua equipe poderiam solicitar
uma fita de vídeo sobre EDI -Eletronic
Data Interchange. Para esta oferta também
foram feitos anúncios nos principais jornais
do país.
· No décimo
segundo mês, tanto o Presidente das empresas
interessadas quanto alguns Diretores Financeiros
selecionados foram estimulados a solicitar uma
fita de vídeo sobre a Sucessão Familiar
nas Empresas.
O resultado desta ação
da estratégia de relacionamento pode ser
mensurado através do índice de interessados:
85% das empresas ativadas se interessaram em receber
o material disponível e começaram
a ser envolvidas com a nova proposta do banco
de construir um relacionamento com seus clientes.
Eram enviadas 2.200 Publicações
Econômicas mensalmente.
b) Simulador de Produtos:
interações produtivas
Os objetivos desta ação
eram:
- Prover o Diretor Financeiro
da empresa cliente com uma ferramenta que o auxiliasse
a tomar decisões mais sustentadas em informações,
simulando resultados através dos dados
da empresa e ainda comparando o desempenho do
Unibanco com qualquer outra instituição
financeira.
- Posicionar o Unibanco
Corporate como uma instituição
que está preparada para servir às
reais necessidades dos clientes, oferecendo as
melhores soluções para seus problemas
e de uma forma transparente.
Os passos para a operacionalização
desta fase:
- Intenso treinamento para
os gerentes de contas, preparando-os para aproveitar
as interações com os clientes como
forma de ofertar mais valor e utilizar o Simulador
de Produtos como uma poderosa ferramenta de apoio;
- Programa de incentivo
para os gerentes de contas associando sua remuneração
aos resultados do relacionamento;
- Uma vez preparados, os
gerentes de contas escolhiam empresas, através
das informações contidas no Banco
de Dados, que possuíam alto potencial para
a utilização do produto a ser promovido.
- Para reforçar o
relacionamento, ou visitava-se o cliente semanalmente
ou era realizada pelo menos uma chamada telefônica
para acompanhamento da conta.
Como resultado destas ações,
obter além de melhor qualidade no atendimento
aos clientes, cerca de 50% dos clientes passaram
a usar os Simuladores de Produtos
e foi registrado, na primeira ação,
um aumento de 10% no volume de negócios
com o banco.
c) O Sistema de Atendimento
aos Clientes
Através de um sistema
de telemarketing foi possível:
· Qualificar
todas as empresas clientes, complementando no
Banco de Dados as informações relevantes
para iniciar o relacionamento;
· Receber os
pedidos de envio das peças referentes à
Biblioteca Unibanco;
· Agendar as
visitas dos gerentes de contas às empresas;
· Receber sugestões
ou reclamações dos clientes;
· Realizar
pesquisas de satisfação.
A equipe foi devidamente
treinada para usar uma linguagem apropriada da
Divisão Corporativa, utilizar devidamente
o Banco de Dados de forma a facilitar o processamento
de relatórios importantes para o relacionamento
com os clientes. |
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| O Banco de Dados
de Marketing Todas
as ações de relacionamentos foram
suportadas por um Banco de Dados de Marketing.
Este sistema de informações permitiu:
· Armazenar
as informações necessárias
para um relacionamento produtivo com os clientes;
· Maior pertinência
nas ações, uma vez que auxiliou
na identificação das oportunidades
buscando informações na base de
clientes, tais como: os clientes com maior potencial
para determinadas ações, que tinham
um comportamento de compra interessante para aquele
tipo de produto etc.
· Sistematizar
as ações, controlando o fluxo de
respostas, pedidos, agendamentos etc.
Fig. 2: O Esquema da Função
do Banco de Dados na Estratégia de Relacionamento

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| Conclusão
O setor financeiro no Brasil
tem sofrido recentemente grandes desafios e as
oportunidades para a sobrevivência e crescimento
estão justamente na implementação
de ações que permitam maior proximidade
com o cliente, a compreensão de suas necessidades,
a flexibilidade para ofertar mais valor de forma
individualizada e a custos mais baixos.
O Marketing de Relacionamento,
como pode ser observado no caso do Unibanco, é
sem dúvida uma estratégia que permite
a uma organização obter vantagens
competitivas sustentáveis por viabilizar,
através de suas ferramentas, a tecnologia
de informação e a comunicação
interativa, a construção de valor
para os clientes em base contínua.
Para a instituição
financeira, todos os benefícios possíveis
de uma Estratégia de Relacionamento foram
observados, tais como, maior qualidade de produtos
e serviços; lealdade do cliente e maior
lucratividade. Para os clientes, certamente observaram
os benefícios de maior satisfação
com o fornecedor de serviços, menor risco
devido à relação de confiança,
obtenção de produtos e serviços
mais pertinentes às suas necessidades e
maior tranqüilidade no processo decisório
pela fidelidade a um prestador de serviços
de confiança.
Crescimento e desenvolvimento,
não somente na América Latina, dependerão
de uma postura das organizações
para implementar ações que garantam:
(1) a compreensão das necessidades dos
clientes, (2) o tratamento dos clientes como parceiros,
(3) que os empregados satisfaçam as necessidades
dos consumidores; (4) que os clientes recebam
produtos e serviços com as melhores qualidades
possíveis, integrados com as suas necessidades
individuais. Enfim, que clientes e fornecedores
construam relacionamentos produtivos com benefícios
mútuos, relacionamentos que desta forma,
se tornarão significativos com benefícios
extensivos a toda a sociedade. |
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Para aprofundamento neste assunto leia
o livro Marketing de Relacionamento e Competição
em Tempo Real com CRM. Autora Miriam Bretzke.
2000, Editora Atlas.
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